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As fotos compreendem
trajetórias, alvos,
suportes, princípio do rompimento
do silêncio, o barulho necessário
ao estado de espanto. Síntese de
rupturas.
Intervenções
no vazio interposto entre o alvo e as
idéias. O que se faz é atentar
ao belo, a beleza que está no simples.
O efêmero permanece, o temporário
age a favor do tempo futuro. O pensamento
diz que é preciso construir, a
arte sobrevoa a superfície, o papel
fragmentado compõe o país
imaginário. A foto se amplia e
reduz, a imagem se constrói se
desconstrói, a expressão
salta para fora das paredes em direção
ao espaço, uma outra paisagem se
delineia. Palmital, Minas Gerais, o mundo,
a poética se liberta, o ponto é
infinito.
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