13/08/2010 -Política: Primeiro Round dos Debates

O atual Governo de Minas foi o principal alvo dos dois primeiros blocos do debate realizado ontem pela TV Bandeirantes, com cinco dos sete candidatos ao Palácio Tiradentes. A artilharia começou logo na primeira resposta, dada por Luiz Carlos Ferreira (PSOL) à questão colocada pela produção da emissora sobre as propostas de cada um para administrar o dinheiro e os serviços públicos de forma eficiente. “A resposta é simples: com distribuição da riqueza”, declarou, para em seguida atacar: “Minas não merece ser refém de duas candidaturas indesejáveis, uma conservadora e outra neoliberal”, declarou, batendo de uma só vez no senador Hélio Costa (PMDB), primeiro colocado nas pesquisas, e no governador Antonio Anastasia (PSDB), que disputa a reeleição.

Embora tenha sido igualmente alvejado logo nessa primeira resposta, Hélio Costa conseguiu reverter o segundo bloco a seu favor e contra a atual administração. Isso porque, ao ser indagado por Zé Fernando Aparecido (PV) a respeito do quanto Minas deixa de arrecadar com a isenção de ICMS sobre a exportação de minério, ambos se uniram para criticar os reflexos da política tributária do estado. “O estado deixa de arrecadar perto de R$ 1,5 bilhão por ano”, declarou o peemedebista, sendo seguido pela réplica do candidato do PV. “Temos que acabar com essa política que privatiza o lucro e socializa o prejuízo.” Só mais tarde é que Anastasia pôde rebater. “A questão dos royalties é competência federal. Por que os partidos que tinham maioria no Congresso não votaram para resolver essa questão?”

Situação semelhante aconteceu com pergunta feita por Hélio a Luiz Carlos. “Você sabe se o Governo tem alguma pretensão de pagar o piso salarial nacional para os professores”, questionou, numa provocação indireta ao tucano. O representante do PSOL atendeu ao chamado e afirmou que mesmo o piso nacional é pouco para um estado com os recursos de Minas. “No nosso Governo, haverá um piso, e não um teto como está sendo proposto”, alfinetou.

Pelas regras do debate, o candidato Edilson Nascimento (PTdoB) ficou sem poder perguntar ou responder a outro candidato, uma vez que todos já haviam sido questionados. Assim, a organização concedeu um minuto e meio para que o candidato defendesse qualquer ponto de seu programa de Governo.

Fonte: Tribuna de Minas