Oferta global de leite não acompanha aumento da demanda

 

Os principais países produtores de leite do mundo estão reduzindo sua produção ou mantendo-a estável com relação ao ano anterior. Esse fator, somado ao aumento da demanda nas principais regiões importadoras, como Ásia e Rússia, é que definirão como ficará o preço de exportação de leite em pó nos próximos meses.

A produção de leite na União Europeia (UE), que é a maior região produtora de leite do mundo, mostrou uma redução de 1,4% em outubro de 2009 com relação a outubro de 2008. Durante os sete primeiros meses da campanha de 2009/10, o volume acumulado de produção foi de 77,1 bilhões de litros. A previsão é que a atual campanha láctea da UE termine no mesmo nível da passada.

Nos Estados Unidos, a produção de leite caiu 0,9% em dezembro de 2009 com relação ao mesmo mês de 2008. Em 2009, os Estados Unidos produziram 83,4 bilhões de litros de leite, 0,4% a menos que em 2008. Em 2010, espera-se uma produção de 83.000 milhões de litros, 0,5% a menos que em 2009.

Na Oceania, a produção também é menor do que se esperava. Na Nova Zelândia, devido à seca em North Island, espera-se uma produção 1% menor nessa campanha (que termina em 31 de maio). Na Austrália, a produção está abaixo dos níveis do ano passado. A produção de dezembro passado mostra uma redução de 9,6% com relação a dezembro de 2008, sendo os dados acumulados do segundo semestre de 2009, 6% menor do que em 2008.

O excesso de oferta registrada em 2009 levou as autoridades dos Estados Unidos e da UE a comprar cerca de 400.000 toneladas de leite em pó desnatado e cerca de 85.000 toneladas de manteiga para equilibrar o mercado. Segundo estimativas da britânica DairyCo, essa quantidade representa 3,6 bilhões de litros equivalentes de leite, o que supõe 1,7% de ambos os mercados e 0,6% a nível mundial. Conseqüentemente, pequenas variações na oferta e na demanda podem ter um impacto importante sobre o preço.


A reportagem é do Agrodigital, adaptada por Pedro Inácio Ferreira.